Bope faz operação na comunidades do Jordão e Chacrinha em Jacarepaguá

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Fonte: O Dia

Rio – Policiais do Comando de Operações Especiais (COE) da PM – Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), BPChoque, Batalhão de Ações com Cães (BAC) e Grupamento Aéreo Marítimo (GAM) – e do 18ºBPM (Jacarepaguá) realizaram desde o início da manhã desta sexta-feira uma megaoperação nos morros do Jordão e da Covanca, na divisa dos bairros Tanque e da Taquara, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio.

A ação ocorre três dias depois de O DIA denunciar o clima de medo que tomou conta dos moradores com a guerra sem trégua e os violentos confrontos armados entre traficantes de drogas e milicianos pela disputa do território, sem qualquer tipo de apoio da polícia. Segundo o Serviço Reservado (P-2) do 18ºBPM, até às 7h não havia informações sobre prisões, feridos ou apreensões.

De acordo com moradores, os tiroteios começaram em agosto, quando traficantes do Comando Vermelho tomaram o morro do controle da milícia que dominava o local. Porém, nas últimas duas semanas, os confrontos ficaram mais intensos.

Nas mãos dos moradores circulam várias fotos que comprovariam esses relatos. Nas imagens, há bandidos ostentando armamento pesado e pichações que mostram ameaças da facção criminosa à milícia que atuava dentro da comunidade.

“O Morro do Jordão está à mercê da bandidagem. Uma hora é o tráfico, com vagabundo vendendo droga e andando de fuzil para cima e para baixo, outra hora é milícia, que fica extorquindo morador. Polícia, aqui, nem chega perto. Não adianta chamar porque eles não vêm”, reclamou um comerciante, que pediu para não ser identificado.

Subir? Nem pensar

A queixa, no entanto, não retrata fielmente à realidade. Numa das entradas da favela, num posto de gasolina que fica na Estrada do Cafundá, uma das principais do bairro, em frente à Rua Jordão, uma viatura da Polícia Militar está sempre presente. Mas apenas para constar. Subir o morro, nem pensar.

“Não temos condições de subir o morro neste momento porque o confronto vai ser inevitável”, admitiu um dos policiais. Segundo ele, não houve e nem está prevista nenhuma operação na comunidade. “Estamos todos aguardando o que vai acontecer na corporação, em relação a essa troca de comando. O comandante atual é interino, e quando é assim estas operações ficam suspensas”, explicou o policial.

O DIA pediu à Polícia Militar explicações sobre o patrulhamento no Morro do Jordão, mas não obteve retorno até o fechamento da edição de terça-feira. Já a Policia Civil informou, através de nota divulgada pela assessoria de imprensa, que há um inquérito que apura o tráfico de drogas na região, e que a delegada Márcia Julião, titular da 41ªDP (Tanque), não recebeu qualquer denúncia envolvendo milícias, mas que a guerra seria entre quadrilhas rivais que estão disputando o controle do tráfico na comunidade.












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